No Norte de Minas Gerais, em São João do Paraíso, considerada capital nacional do óleo de eucalipto, há um grande descarte de folhas provenientes da produção do óleo de eucalipto. As destilarias utilizam parte das folhas na queima para aquecimento da caldeira de destilação do óleo e as cerâmicas da região estão utilizando para queima do bloco.A queima das folhas derivadas da produção de óleo gera grande impacto ambiental, pois, devido ao grande volume necessário para se produzir pequeno quantidade de óleo faz com que não haja o descarte correto, havendo assim a queima quando o local de descarte está com capacidade total. Na queima das folhas tanto no pátio de descarte quanto nas fornalhas das caldeiras e nas grelhas dos fornos das cerâmicas há um grande volume de cinzas provenientes das folhas de eucalipto. Visando um maior aproveitamento desse material, esse trabalho propõe a incorporação da cinza das folhas de eucalipto em parcial na fabricação de blocos cerâmicos, com o objetivo de diminuir o impacto ambiental, além de ser uma nova opção de uso dessa matéria-prima. Foram coletadas amostras de argila e cinzas de folhas de eucalipto na cerâmica Marata em São João do Paraíso MG e encaminhadas ao Laboratório de Ensaios de Monte Carmelo (LEMC). A partir das análises realizadas no labratório LEMC, foi possível perceber a viabilidadede uso das cinzas em quantidade parcial na fabricação de bloco cerâmico.